DESTAQUE

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Tabaqueiro é destaque no Carnaval de Afogados da Ingazeira


Em mais um Carnaval, uma figura mascarada é destaque em Afogados da Ingazeira, no Sertão pernambucano. Este ícone no período carnavalesco se chama Tabaqueiro. As ruas da cidade são invadidas por esse personagem que anima e diverte a folia de Momo.

O tabaqueiro tem origem quase que simultânea às tradições do Carnaval de rua do município. Homens, mulheres e crianças se vestem por completo, ocultando inclusive as mãos, e usam máscaras cobrindo toda a cabeça, de modo que não possam ser reconhecidos.

Relhos e chocalhos são acessórios obrigatórios aos mais tradicionais. Sozinhos, em pequenos ou grandes grupos percorrem ruas e pontos de concentração, divertindo uns, assombrando outros e eternizando uma das tradições mais populares do Carnaval afogadense.

Foto: Wallisson Ricardo
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Documentário sobre os poetas de Itapetim é premiado em Festival de Cinema de Cascavel


O documentário “No Ventre da Poesia”,gravado em Itapetim, foi premiado no último final de semana no 6° Festival de Cinema de Cascavel. O evento reuniu 125 amostras de 13 estados brasileiros e 12 filmes de Moçambique, dos quais apenas oito foram premiados.

Na categoria documentário, com roteiro, produção e direção de Karlla Chistine e Carlos Mosca, foi classificado “No Ventre a Poesia” protagonizando os poetas José Adalberto, João Archanjo (ex-vice-prefeito recentemente falecido), Adalberto de Vital, Jacinto de Vital, Miguel Carneiro, Sebastião Ventura, Antônio Munes, Sofia Alves, Mário Lopes, Damião Silva, Valdir Correia, João Jesuíno, entre outros.

“O documentário reuniu poesias e depoimentos espontâneos, inteligentes, surpreendentes e autênticos sobre a poesia popular e de improviso nesse pedacinho de torrão sertanejo”, disse Karlla Christinne, que é filha do ex-vice-prefeito.

(Fonte: www.inaldosampaio.com.br)
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Triunfo recebe festival nacional de cinema


A cidade de Triunfo, no Sertão do Pajeú, será a capital do cinema nacional entre os dias 15 e 20 de agosto. No período, acontece a quarta edição do Festival de Cinema de Triunfo. A mostra este ano terá 48 produções em competição, entre longas e curtas-metragens. O evento, um dos mais importantes do calendário audiovisual do País, presta homenagem ao produtor Germano Coelho Filho, falecido em novembro do ano passado.

O global Matheus Nachtergale também será um dos homenageados. As sessões acontecem no Cine Teatro Guarany, um dos cinemas mais antigos de Pernambuco. Para evitar que o evento ocorresse em meio ao Festival do estudante, por mais um ano a mostra foi desmembrada, evitando confusão e tumulto.

(Fonte: Site do Nill Junior)
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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Seminário retrata história do cangaço em Serra Talhada


Nesta sexta-feira (15) e no sábado (16), acontecerá a terceira edição do Seminário “Sertão Beatos e Cangaceiros – Centenário de Maria Bonita”, realizado pelo Sebrae. O evento será no Museu do Cangaço, em Serra Talhada, com o apoio da Fundação Cultural Cabras de Lampião.

Com previsão de início para as 14h, a abertura levará os participantes para a rota turística Nas Pegadas de Lampião – um passeio por locais históricos como os escombros da Casa Grande da Fazenda Pedreira, onde viveu José Saturnino (um dos maiores inimigos de Lampião); e o Sítio Passagem das Pedras, lugar de nascimento do cangaceiro.

A programação continua às 20h com as palestras “O Cangaço, Lampião e Maria Bonita na Literatura de Cordel”; “Beatos e Cangaceiros: Fonte de Inspiração de Luiz Gonzaga”; e ainda apresentação do grupo de xaxado Cabras de Lampião.

No dia 16, às 10h, um novo trajeto turístico pela Serra Grande, na Fazenda Barreira, mostra o cenário onde aconteceu o maior combate da história do Cangaço. Às 16h, será exibido o documentário “Virgolino: do homem ao mito”, que narra a saga de Lampião e Maria Bonita pelos sertões e a influência do Cangaço na Cultura Popular. Logo após, às 20h, um novo ciclo de conferências abordará os temas “Maria Bonita: uma mulher no mundo dos homens” e “Vida e modos de Maria Bonita”. O encerramento terá show com o Quarteto Cabras de Lampião.

(Fonte: wwww.folhape.com.br)
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Câmara Federal aprova a regulamentação de vaqueiro


A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou nesta quarta-feira, em caráter conclusivo, proposta que regulamenta a profissão de vaqueiro. Pelo texto, considera-se vaqueiro o profissional que trata, faz o manejo e a condução de bovinos, bubalinos, equinos, muares, caprinos e ovinos. A proposta seguirá para o Senado, a menos que seja apresentado recurso para sua análise pelo Plenário da Câmara.

O relator, deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE), recomendou a aprovação do Projeto de Lei 2123/07, dos ex-deputados Edigar Mão Branca e Edson Duarte, na forma do substitutivo acatado anteriormente pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público. O substitutivo reúne o conteúdo do PL 2123/07 e o do PL 2437/07, da deputada Ana Arraes (PSB-PE), que trata do mesmo assunto e tramita em conjunto.

O texto aprovado prevê, entre as atribuições do vaqueiro, a alimentação dos animais sob seus cuidados, a realização de ordenha e a preparação de animais para eventos culturais e esportivos.

Ainda segundo a proposta, a contratação dos serviços de vaqueiro é de responsabilidade do administrador do estabelecimento agropecuário. O substitutivo retirou do texto original a obrigatoriedade de contratação sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Por outro lado, o contrato de prestação de serviços preverá obrigatoriamente seguro de vida e de acidentes em favor do vaqueiro.

(Fonte: www.nilljunior.com.br)
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terça-feira, 12 de julho de 2011

Josildo Sá vai gravar Gonzagão em ritmo de frevo


O cantor, Josildo Sá, natural do município sertanejo de Floresta, vai se preparar para um projeto inédito. O novo trabalho será a gravação de um CD de frevo com composições famosas na voz do Rei do Baião, Luiz Gonzaga. Com participação dos maestros Formiga e Ademir Araújo, músicas como "Nem se Despediu de Mim", "Pagode Russo" e outros sucessos ganharão arranjos especiais. "Vamos entrar no estúdio para gravar em setembro e o disco sai em dezembro", diz o porta voz do Samba de Latada. Será um tributo a Gonzagão no ano em que ele completaria seu centenário.

Josildo Sá é surpreendente. Não só por ter resgatado ainda na década de 1990 o samba de latada. É referência na atual cena do forró e vai além quando dialoga com diversas nuances musicais. Josildo é original, cru e ao mesmo tempo moderno. Está no topo da contemporaneidade da música de Pernambuco. O Sertão, lugar de grande estima em sua vida, é essência para sua musicalidade. Cantor e compositor com presença de palco instigante, Josildo sempre esteve com ouvido atento à música do mundo. Disponibilidade que agrega parcerias inusitadas e certeiras à sua carreira, como a que ocorreu com o maestro e clarinetista Paulo Moura.
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quinta-feira, 5 de maio de 2011

“Enfim, sós!” estreia na cidade de Floresta


No próximo dia o8 de maio, estreia o espetáculo teatral “Enfim, sós!” na cidade de Floresta, no Sertão Central, e depois chega a Serra Talhada, no Pajeú, com a encenação dos atores Adriano Barros e Carlos Silva.

A peça é inspirada na comédia do dramaturgo mineiro, radicado no Rio de Janeiro, Vicente Pereira. O texto aborda a dualidade entre a solidão e a busca de satisfação e bem-estar, independente de estar só ou acompanhado. E nesse caminho os sentimentos ruins e bons se interpelam num duelo de morte e vida.

Com humor, quatro personagens interagem sob a direção de Gilberto Gomes. O texto que tinha uma linguagem bem carioca recebeu adaptação de Carlos Silva, com intertexto das obras de Bohumil Hrabal, Jean Jaques Olivier e Clarice Lispector.

Em Serra Talhada, “Enfim, sós!” fica em cartaz nos dias 14 e 14 de maio no Palco Externo do Museu do Cangaço a partir das 20h. O ingresso custa R$ 5,00.
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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Projeto Quinta Cultura traz a cantora Maria Dapaz


O Projeto Quinta Cultural sobe mais uma vez ao palco do Cine Teatro São José de Afogados da Ingazeira, nesta quinta-feira (14) a partir das 20h. Esta 26ª edição traz como tema “Valorizando Nossa Gente” com a cantora e compositora Maria Dapaz, fazendo um show acústico, com participação de artistas da região. A entrada é gratuita.

Na programação, está o relançamento da CD de Maria Dapaz “Meu Lugar”, que foi o primeiro disco independente ao completar 10 anos de carreira. “É um álbum especial para mim, pois foi realizado da forma quem eu queria, sem intervenção de gravadora. Escolhi o repertório, participei dos arranjos, foi maravilhoso”, lembra Dapaz.

O público vai ouvir também interpretações de algumas músicas do CD “Da Cor Morena”, o trabalho anterior, e algumas pérolas da MPB gravado por Maria Dapaz.

O evento é realizado pela Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Turismo, Cultura e Esportes.
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domingo, 20 de março de 2011

Uma arte à beira da extinção


Até bem pouco tempo, todas as manhãs, podia-se ouvir o som de um grupo de pífano tomando praças e feiras de Serra Talhada. Parecia algo comum. Hoje, a realidade mudou e vários músicos estão perdendo o gosto pelo instrumento por falta de incetivo do poder público. O problema é que os espaços para a cultura popular estão fechados na Capital do Xaxado, e se faz muito pouco para mitigar a gravidade da situação.

O pífano traduz a genialidade do artista sertanejo. Alguns deles, como Lourival Pereira dos Santos, 65 anos, morador do bairro da Cohab, vivem das recordações da época em que ser pifeiro regava sentimentos de admiração entre as pessoas.

Mais conhecido como Mestre Louro, ele já viajou espalhando a cultura do pífano por diversas cidades do Nordeste e confessa que o principal inimigo dos tocadores atualmente é o desinteresse do governo em investir na arte. “Hoje o pífano está desvalorizado. Ninguém chama mais a gente para tocar”, desabafa. A última vez que fez um show foi em abril do ano passado, durante um encontro de amigos na zona rural. “Pense numa festa decente”, relembra.

Ele contabiliza mais de 1000 apresentações, entre batizados, comemorações de aniversário, novenas e projetos realizados, num passado, pela prefeitura. E como faz para matar a saudade, mestre Louro? “Eu toco sozinho, relembrando tudo. Mas até que me revoltei um pouco e encostei o pífano. Tocava, tocava e não via apoio de ninguém. Então ‘gelei’ e fui entristecendo.”

Lourival dos Santos carrega outra mágoa dentro dos acordes do seu instrumento. Ele sentiu escorrer pelas mãos o sonho de se aposentar como músico. “Houve uma época em que a gente tocava muito e a prefeitura ajudava. Pensei que ia me aposentar assim. Mas isso já faz muito tempo. Hoje, é isso aqui que o senhor está vendo.” Atualmente recebe um salário mínimo da aposentadoria como agricultor. “Seria maravilhoso saber que meu descanso veio com o dinheiro do trabalho que eu sempre gostei de verdade.”

Para ajudar nas despesas da casa, todos os dias, ele carrega um carrinho de picolé até a calçada da escola Methódio Godoy, no mesmo bairro onde mora. Chega a vender 50 numa tarde, cada um a R$ 0,50. De repente toca o intervalo e Mestre Louro pede licença da entrevista. “Meu ‘fi’ esse é um momento sagrado, é a hora do recreio”, diz, com voz mansa, erguendo-se da cadeira.

E segue andando devagar, derramando os pés sobre chinelos de dedo, com uma calça de linho marron e camisa de botão, sob um azul fortemente desbotado.

O MESTRE DO PÍFANO

Lourival dos Santos toca há mais de 30 anos. Conta que aprendeu tudo sozinho e seu primeiro pífano foi construído a partir do talo de uma abóbora ainda verde. Foi assim, na teimosia mesmo que conheceu as notas, ao lado do filho mais velho, João Lourival dos Santos, que hoje mora em São Paulo.

A primeira música que aprendeu foi o Bendito de Padre Cícero (que ele aproveitou para assobiar durante a entrevista). Lourival tem orgulho de ter repassado seus conhecimentos ao filho mais novo, Cícero dos Santos, de 19 anos. Hoje, por causa do estímulo do pai, o garoto tomou gosto pela música e toca trompete numa banda marcial da cidade.

É preciso técnica para fabricar um pífano. Mestre Louro faz isso em casa e leva cerca de 3h. Primeiro deve-se escolher um bom pedaço de cano, depois calcular a circunferência exata dos furos, o comprimento do corpo do pífano e vedar as extremidades com perfeição. Assim, deve-se, incrivelmente, afiná-lo. “Pra isso tem que saber escutar. Tá pensando que só fazer buraco?”, avisa Seu Lourival, ironizando o repórter.

Na juventude ele percorreu o Sertão com uma banda composta por dois pifeiros, um tocador de tarol (que ele chama tarolzista) e um zabumbeiro. Uma das maiores aventuras que realizava com o grupo de músicos era ir de carona, sem um tostão, tocando dentro de caminhões de romeiros que iam visitar a estátua do Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, no Ceará. “Pra quem gostava de tocar direto como eu, era bom demais.” Após três dias de muita música seguiam eles, de volta, no mesmo ritmo dentro dos caminhões, cortando a madrugada na base do pífano.

O mestre Louro é um dos últimos tocadores do instrumento em Serra Talhada. Casado com Dona Maria Cícera faz 50 anos. Com ela educou sete filhos. Atualmente, um dos seus maiores desejos na vida é ver o poder público investir novamente nos grupos de pífanos da cidade. Se ainda existirem.

PÍFANO É “OURO” FORA DE SERRA TALHADA

Se a cultura do pífano está morrendo em Serra Talhada, ela é tratada a “pão de ló” em Caruaru, onde a”flauta” nordestina tornou-se símbolo de resistência da cultura popular na figura de João do “Pife.” Hoje, a cidade possui vários grupos que recebem apoio do poder público para continuar tocando. O negócio ficou tão sério por lá que, em 2005, uma das bandas de pifano da terra do Mestre Vitalino ganhou o badalado Prêmio TIM de Música, na categoria regional.

Há discordância entre os estudiosos sobre a origem do instrumento. Acredita-se que tenha chegado ao Brasil no período colonial, com os primeiros cristãos que utilizavam o “pife” para entoar cânticos religiosos. Outra hipótese investiga suas raízes na cultura oriental. Além destas suposições, pesquisadores também afirmam que o intrumento ganhou força no Nordeste durante o domínio holandez (1630/1654).

Por Giovanni Alves Duarte
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sábado, 19 de março de 2011

Cordel é celebrado em Serra Talhada


No próximo dia 25 de março, a cidade de Serra Talhada festeja a linguagem do cordel. O Museu do Cangaço abre as portas para a 1º Feira de Literatura de Cordel do Sertão, com recitais, palestras e apresentação do grupo de xaxado Cabras de Lampião. Programa cultural que vale a viagem até o Sertão do Pajeú.

(Fonte: Jornal do Commercio)
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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Dominguinhos: mestre da sanfona completa 70 anos de vida


Na foto, Genival Lacerda, Dominguinhos, Guadalupe e Luiz Gonzaga



Neste sábado (12/02), o legítimo herdeiro musical de Luiz Gonzaga, José Domingos de Moraes - o Dominguinhos, completa 70 anos de vida, mais de 55 deles dedicados à sanfona e a toda a profunda musicalidade nordestina, a partir do legado do Rei do Baião. Nascido em Garanhuns, interior de Pernambuco, filho do mestre Chicão, um famoso afinador e tocador de foles de oito baixos.

Dominguinhos toca sanfona desde os seis anos. Sua grande referência musical é Luiz Gonzaga. Aos oito anos, tem seu primeiro encontro com o Velho Lula em Pernambuco; mais tarde, aos 13 anos, já morando no Rio de Janeiro, ganha do ídolo uma sanfona e um novo batismo: o nome artístico Dominguinhos - até então apresentava-se com o apelido de infância Neném.

Aos 16 anos, o sanfoneiro faz sua primeira gravação, tocou a canção “Moça de feira” num álbum de Luiz Gonzaga. Em 1964, estreia com o disco “Fim de festa”, pela gravadora Cantagalo, que pertence a Pedro Sertanejo, pioneiro do forró em São Paulo e pai de Oswaldinho do Acordeon. Dois anos mais tarde, Dominguinhos entra em turnê pelo Nordeste com o padrinho Gonzagão. A cantora Anastácia integra a equipe do show. Mais tarde, Dominguinhos divide o altar e a autoria de sucessos como “Tenho sede” e “Contrato de separação”.

Em 1972, é convidado pelo empresário Guilherme Araújo para excursionar com Gal Costa e Gilberto Gil. O tropicalista é quem grava “Eu só quero um xodó”, composição de Dominguinhos e Anastácia. Em parceria com Gil, o sanfoneiro compõe os clássicos “Lamento sertanejo” e “Abri a porta”.

Interpretado por Elba Ramalho, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Chico Buarque e Djavan, Dominguinhos também é reverenciado por suas obras e discos instrumentais. Nesse universo, seu álbum mais recente é o que divide com o violonista Yamandú Costa.

(Fonte: Portal Luís Nassif)
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Sai o novo livro de Dedé Monteiro


O poeta tabirense, Dedé Monteiro, lançou o seu mais novo livro, “Meu Quarto Baú de Rimas”. A publicação traz 170 páginas com poesias inéditas com os causos, sentimentos e histórias do Pajeú. Nomes como os dos poetas Alexandre Morais, Vinicius Gregório, Dulce Lima e Meca Moreno estão na mais recente obra de Monteiro.

Para a professora da Universidade Católica de Pernambuco, que assina as orelhas do livro, Haidée Camelo, os temas de Dedé Monteiro evocam a experiência partilhada com os seus. Nada escapa ao seu olhar de ver e à sua alma de sentir. “Está sempre em alerta a sua sensibilidade aguçada e ele nos traz de volta os brinquedos, as festas, os primeiros namoros, os aboios, as vaquejadas, as novenas, os lugares, os sons, a seca, os heróis dos roçados, o menino ‘sambudo, faminto e feio’”, revela Haidée.
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Tabira terá Escola de Poesia


A partir do dia16 fevereiro, estarão abertas as inscrições para a Escola de Poesia no município de Tabira. Será a primeira do gênero no Estado. A Associação de Poetas e Prosadores de Tabira – APPTA vai coordenar as atividades e oficinas.

A Escola de Poesia é um projeto do Ponto de Cultura que a APPTA foi contemplada através da Fundarpe. Durante esse período, os poetas da APPTA oferecerão aulas de poesia, contação de história, declamação e teatro. Será uma formação cultural durante três anos.

As aulas estão previstas para iniciarem no dia 15 de março.

(Fonte: www.poetisaveronicasobral.blogspot.com)
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Chico Pedrosa: "Um vendedor de sonhos"


Crato. “Um vendedor de sonhos”. É assim que o poeta e Mestre da Cultura da Paraíba, Chico Pedrosa, se define. Apontado pela crítica como um dos dez maiores poetas populares do Brasil, no meio de uma constelação poética, que inclui Patativa do Assaré, Zé da Luz, Catulo da Paixão Cearense, Zé Praxedes e Zé Laurentino, Chico Pedrosa justifica que não tem nada a ver com o livro “O Vendedor de Sonhos”, do autor Augusto Cury. A auto-definição está relacionada com a sua vida de viajante por este Brasil afora e pelos sonhos e emoções que vende por meio das suas poesias.

Durante 36 anos, Chico Pedrosa foi vendedor de auto-peças. Andou o Nordeste inteiro com uma pasta e uma lista de preços. Enquanto abastecia o mercado com peças de automóveis, enchia de sonhos, utopias e ilusões os amantes da poesia. Foi inspirado em sua própria profissão, na luta pela sobrevivência, que ele fez o poema “O Vendedor de Berimbau”, que retrata o relacionamento, nem sempre amistoso, entre os vendedores e os clientes.

“Foi uma forma de protestar contra os ‘chás de cadeira’ que eu levei nas ante-salas das gerências dos estabelecimentos comerciais”, afirma. Quando se aposentou, na década de 1980, o poeta tomou o caminho de volta às origens. Dedicou-se exclusivamente à poesia. Continuou viajando, agora vendendo sonhos, como um dom Quixote do sertão, cavaleiro andante que vivia num mundo de sonhos e resolveu caminhar pela Espanha à procura de muitas aventuras.

O poeta caminha pelo Nordeste levando nos seus alforjes os 36 anos de experiência como vendedor e, principalmente, um amor telúrico ao sertão. Nos últimos anos, tem participado de diversos shows, apresentando sua poesia ao público nacional, em especial nas grandes capitais: Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Brasília (DF) e Recife (PE). O seu poema mais conhecido é “Briga na Procissão”, também chamado “Jesus na cadeia”. Emotivo, como todo bom poeta, ele chora ao recitar algumas de suas poesias. De fato, não esconde a emoção das suas obras.

Recentemente, o poeta esteve no Cariri, nos braços do Programa BNB de Cultura, uma linha de patrocínio direto do Banco do Nordeste para apoio à produção e difusão da cultura nordestina. “Aqui, eu estou em casa, ou melhor, na casa de Patativa, que foi meu grande amigo, com quem dividi palcos, shows e mesas de bebidas”, lembra o poeta. Na entrevista, que concedeu à Rádio Educadora, o poeta paraibano emocionou o Cariri de Patativa com suas poesias.

Biografia

Nascido em 1936, poeta popular e declamador, Chico Pedrosa tem três livros publicados: “Pilão de Pedra I”, “Pilão de pedra II” e “Raízes da Terra”, além de vários cordéis escritos. Tem poemas e músicas gravadas por cantores e cantadores como Téo Azevedo, Moacir Laurentino, Sebastião da Silva, Geraldo do Norte, Lirinha, dentre outros.

Lançou três CDs, intitulados “Sertão Caboclo”, “Paisagem Sertaneja” e “No meu sertão é assim”, registrando assim a sua poesia oral. Atualmente, ele é cultuado pela geração nova, como o pessoal do “Cordel do Fogo Encantado”, que em seus shows declamam poemas desse “poeta matuto”.

(Por Antonio Ancelmo do Diário do Nordeste)
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sábado, 30 de outubro de 2010

Angu de Sangue em Triunfo


A Cia Angu de Teatro apresenta o premiado espetáculo Angu de Sangue no próximo dia 6 de novembro, no histórico Cine Teatro Guarany em Triunfo.

A apresentação teatral é baseada no livro homônimo do escritor pernambucano Marcelino Freire. A peça tem direção de Marcondes Lima, que também assina cenário, figurino e maquiagem.

Durante uma hora e quinze minutos, o espetáculo multimídia, que flerta com a videoarte, conta dez histórias interligadas através de vídeo e músicas, sustentadas pela intensidade dramática dos monólogos, onde se fundem elementos trágicos, cômicos, dramáticos e melodramáticos, alternando prosa e poesia. A encenação concentra-se no jogo contém/está contido, como na palavra "sangue", que, em si, abriga a palavra "angu": s-angu-e.

A peça traz no elenco Fabio Caio, Gheuza Senna, André Brasileiro, Ivo Barreto e Hermila Guedes.
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Pajeú ganha prêmio internacional


A poesia-vídeo de Dedé Monteiro “As Quatro Velas” foi vencedora em primeiro lugar do 4º Prêmio Poesia ao Vídeo. A premiação faz parte da 6ª Festa Literária Internacional de Pernambuco - Fliporto 2010.

Além da interpretação do poeta tabirense, contou com a participação na direção do vídeo do jornalista Alexandre Morais e do fotógrafo Cláudio Gomes. Na edição, o cinegrafista Petrônio Pires e o radialista Tito Barbosa e na produção Alexandre Félix e Katarina Costa. A trilha sonora ficou por conta do músico Edierck José com Noturno de Chopin.

O vídeo-poesia alcançou a incrível marca de 96 mil votos e 42% da votação geral. A equipe disputava o prêmio com mais nove vídeos de todo o país. A entrega da premiação será dia 15 de novembro, no Centro de Convenções em Olinda.

Para ver o vídeo é só acessar http://www.youtube.com/watch?v=rBhuY3oUr8U
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Revista Cidades resgata canto da incelência


A edição da Revista Cidades, julho e agosto,mostra a matéria "Sertanejos perpetuam canto da incelência" na comunidade rural de Jardim, município de Carnaíba. Confira a reportagem do jornalista Sebastião Araújo http://www.amupe.org/site_da_revista/index.html
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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Morre o jornalista Nildo José da TV Asa Branca


O corpo do jornalista Nildo José foi enterrado nessa terça-feira (28) em Caruaru. O Clube dos Artesãos ficou lotado de amigos e parentes que foram se despedir dele. Uma missa foi celebrada em homenagem ao jornalista.

Em seguida, o cortejo seguiu pelas ruas do Alto do Moura com destino ao cemitério do bairro. No local, emoção e aplausos. Colegas de trabalho da TV Asa Branca, onde ele trabalhou por nove anos,também estiveram presentes.

Atualmente, Nildo José era repórter cinematográfico na sucursal da emissora em Serra Talhada. Ao lado do companheiro de trabalho, o repórter Franklin Portugal, Nildo levou para a tela da TV Asa Branca e da Rede Globo Nordeste o sertão pernambucano e as notícias de Afogados da Ingazeira.

Nildo José morreu vítima de um infarto na madrugada de segunda-feira (26). Aos 49 anos, deixa parentes e amigos cheios de saudade do filho nascido e criado no Alto do Moura. O jornalismo do interior pernambucano ficou mais triste.
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sábado, 18 de setembro de 2010

Confira a pauta do Matutando deste sábado


A edição do Matutando está imperdível neste sábado (18). O programa é apresentando pelo jornalista Daniel Ferreira do estúdio da Rádio Pajeú, às 12:50h. Para ouvir é só acessar www.superpajeu.com.br

O Conexão Matutando aporta na terra da música, em Carnaíba, e conversa com a diretora de cultura do município, Margarida Pereira, para falar sobre 17ª Festa de Zé Dantas.

Já o Painel de Idéias está especial. Hoje, acontece em Tabira a 23ª Missa dos Poetas. De lá, o poeta e radialista Genildo Santana faz uma grande roda de glosa com os poetas Dedé Monteiro, Chico Pedrosa, Felipe Júnior, Alexandre Morais, Sebastião Dias, Diomedes Mariano e cantora Irah Caldeira.

No Rota Cultural conversa fica com Francineide de Melo Menezes, coordenadora da Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú”.
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Mais uma Missa dos Poetas em Tabira


Na cidade de Tabira, acontece a 23ª Missa dos Poetas neste sábado (18). À noite, haverá shows com Irah Caldeira e Banda, Banda Vozes do Campo, BKL e Valter Júnior Marcolino.

Os homenageados deste ano são a cantora Irah Caldeira, pelos 10 anos de participação na Missa e o cantador João Furiba, pelos 85 anos de Repente. O evento é promovido pela Associação dos Poetas e Prosadores de Tabira.
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